A Internet das coisas, muito além dos sensores

Quando a internet se tornou algo acessível para empresas e instituições em meados dos anos 80, o grande marco de sua adoção foi o e-mail. Com o passar do tempo, se tornou uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas em todo o mundo. Essa primeira onda, é chamada de Internet 1.0

O desenvolvimento da web nos anos finais da década de 90 foi outra avalanche de possibilidades e foi a segunda onda, o gatilho para criar-se o que conhecemos hoje como internet. Uma verdadeira revolução dos negócios no mundo tecnológico, com o surgimento do comércio eletrônico, redes sociais, ambientes colaborativos e quase tudo que conhecemos como Internet Business. A vinda dos Smartphones e sua popularização expandiu ainda mais as possibilidades e a demanda por infraestrutura.

Esse crescimento de infraestrutura e o barateamento da conectividade em dispositivos pavimentou o que o mercado está chamando de terceira onda da Internet. A Internet das coisas.

Instalar capacidade de interagir com dispositivos que fazem parte do dia a dia de pessoas e empresas viabiliza soluções antes impensáveis. “Coisas” interagindo com aplicações configuradas de forma personalizada para cada usuário ou situação. Aparelhos que identificam outros aparelhos e passam e interagir para obter melhores resultados, com possibilidades infinitas.

Para exemplificar uma situação, imagine o seguinte cenário. Ao sair do escritório para almoçar, o seu smartwatch já realiza o registro na catraca e identifica que está saindo do edifício. Ao identificar essa saída próxima a refeição, um aplicativo já o avisa de restaurantes próximos e com pratos apropriados para a dieta passada por seu nutricionista. No próprio aplicativo, ele já pode realizar o pedido, reservar uma mesa e passar uma estimativa de chegada.

O restaurante recebe esta solicitação e já inicia os trabalhos e garante que a mesa e sua refeição estarão prontas no momento de chegada. A esta altura, também já identificou seu usual cliente e suas preferências quanto ao local do restaurante que prefere sentar-se. Ao final da refeição, no próprio relógio, realiza o pagamento da conta.

Como economizou tempo, o relógio novamente procura opções para ocupar seu horário de almoço, sugerindo verificar um novo livro para presentear o amigo que fará seu aniversário neste dia, e que pode ser encontrado em uma livraria a trinta metros do restaurante. Ao retornar para o escritório, o sistema do edifício identifica sua entrada e inicia a preparação ambiente de sua sala, programando a temperatura e sinalizando sua chegada a eventuais reuniões.

Parece futurista? A tecnologia para toda essa cena já está disponível e as possibilidades são infinitas.

Estima-se que em um prazo de 5 anos, teremos mais de 20 bilhões de dispositivos conectados à internet. De geladeiras a carros. Aparelhos wearables vêm ganhando força de desenvolvimento e mercado, com  assistentes pessoais como Siri e Google Now se sofisticando cada vez mais para facilitar o acesso a este complexo emaranhado de conexões.